Cansaço, febre, enjoo e dor abdominal são alguns dos sintomas causados pelas hepatites virais, infecções que atingem o fígado e podem evoluir para sintomas graves – por isso são sinais de alerta. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,4 milhão de mortes por ano são causadas por complicações decorrentes dessas doenças no mundo.

Nesta quarta-feira (28), Dia Mundial de Combate à Hepatite, o Ministério da Saúde reforça a atenção para a prevenção e cuidados quanto à doença, principalmente em razão de sua forma silenciosa de agir. Os vírus que causam hepatites B e C, os mais prevalentes no Brasil, podem ficar por vários anos no organismo sem que a pessoa contaminada apresente qualquer sintoma.

Quanto às formas de prevenção, para os tipos A e B, a principal estratégia é a vacina – altamente eficaz e distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina hepatite está prevista no calendário infantil e para pessoas com algumas condições especiais de saúde. A vacina hepatite B está disponível para todas as pessoas, independentemente da idade. Além delas, vale a pena ficar de olho em formas simples de se proteger.

Quando os sintomas aparecem, muitos já são conhecidos, mas não custa lembrar: fique atento se a pele ou os olhos mudarem de cor, para um tom mais amarelado. Além disso, também é comum ter febre, dor abdominal, náuseas e diarreia. Esses sinais podem indicar a presença do vírus da Hepatite A.

No entanto, as hepatites dos tipos B e C são as que mais preocupam a saúde pública. Elas podem ser transmitidas via sexual, pelo contato com sangue contaminado, de mãe para o filho durante a gestação ou parto, em procedimentos de saúde ou até estéticos que usem técnicas invasivas e não sigam os padrões adequados de segurança. O compartilhamento de objetos pessoais como alicates de unha, laminas de barbear, agulha, etc, também são fontes de contaminação.

Prevenção

As vacinas são as principais estratégias de prevenção contra as hepatites A e B, e estão inseridas no Calendário Nacional de Vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além da imunização, há outras formas muito importantes de prevenção e não tem segredo: usar preservativo nas relações sexuais, o não compartilhamento de objetos de uso pessoal, como lâminas, alicates de unhas e seringas e higienização correta dos alimentos.

Homens ou mulheres de 40 anos ou mais, ou pessoas de qualquer idade que compartilharam objetos de manicure, lâminas de barbear e ainda aqueles que não usaram preservativos nas relações sexuais podem ter hepatite C e não saber. Então, é muito importante realizar o teste rápido para hepatite C, que é disponibilizado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado sai na hora.

Também há o teste rápido para hepatite B, que está indicado para todas as pessoas, a partir dos 20 anos, que não foram adequadamente vacinadas com as três doses.

Ações do SUS

Dentre as medidas do Ministério da Saúde para o enfrentamento das hepatites, o acesso ao tratamento das hepatites virais pelo SUS ficou mais fácil. O resultado: em 2020, o Brasil zerou a fila de tratamento dessas doenças.

Também foi publicada, de forma conjunta com o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), uma normativa que orienta a atuação dos enfermeiros para realização do diagnóstico das hepatites virais, com o objetivo de descentralizar o cuidado para a Atenção Primária à Saúde.

Só entre 2020 e 2021, o Ministério da Saúde investiu mais de R$ 366 milhões para a compra de insumos, testes, medicamentos e serviços para o enfrentamento das hepatites virais no Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta também já distribuiu mais de 29 milhões de doses de vacinas contra as hepatites A e B, em 2020 e 2021, para todo o Brasil.

Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis